Por mais que neguemos evidências, a verdade é que as espanholas sempre ensombraram, ofuscaram e enfureceram as mulheres portuguesas. Talvez graças à sua exuberante elegância em contraste com a forma mais tristonha de ser da mulher lusa; à alegria dos gestos e colorido das vestes, em oposição a uma certa viuvez de alma, a uma postura fadista, fatalista, de lenço preto na cabeça. Mas talvez tudo não passe de preconceitos sem sentido ou sustentação.
Uma mulher é uma mulher. Aqui ou na China as características que lhe dão género são comuns e inconfundíveis. Para lá de heranças genéticas, dos hábitos culturais, as mulheres, sejam de que zona do globo forem, são feitas da mesma massa, descendem da mesma costela.
Porém, há mulheres cujas características impressionam mais o sexo oposto e as espanholas podem bem ser exemplo disso. Mas afinal, o que é que elas têm que falta às portuguesas? De onde raio lhes vem aquele salero que, pelos vistos, faz as delícias de qualquer homem? Pode parecer exagero, quiçá por dor de cotovelo, mas até a nossa literatura lhes prestou honra.
Recuemos aos clássicos e vejamos como, por exemplo, Eça de Queiroz pincelou os seus romances com uma ou outra Mercedes, todas de encher o olho aos mais distintos cavalheiros da sociedade portuguesa do século XIX. Já para não falar nas muitas "casas de passe", autorizadas e inspeccionadas, que pululavam pelo país e onde as grandes "atracções" vinham directamente de Badajoz. E foi exactamente por isso que os rótulos surgiram. Para conforto da nossa feminilidade passámos a considerá-las rivais na disputa da preferência do sexo oposto ou à falta de mais argumentos reduzimo-las a todas à condição de "pêgas".
Pura inveja, admito. Mas baseada na evidência, admitam! Qual de vós, homens, resiste ao charme colorido de uma lola jeitosa? Muitos responderão que, no limite, não se resiste a uma jeitosa. Ponto. Sem olhar a nacionalidades. Boa resposta. De esperar, aliás. A propósito, vem-me à cabeça a célebre frase de Jayne Mansfield "Os homens são seres humanos com duas pernas e oito mãos”. Assino por baixo e acrescento: "que agarram qualquer uma, por todos os lados, independentemente do lado de onde vem”.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
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